Vida corre. Escorre. Derrama no chão uma lágrima vermelha.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Sou chão. Sangue. Cabelo em pé. Ouvidos roucos. Voz estalada que nem ôvo. Sou pé na estrada. Mão na contra-mão. Moleca de rua. Do olhar atento. Da alma rasgada. Da saia plissada. Do sinal aberto. Do bambolê rodando. Sou mulher comum. Média. Com pão e manteiga.
domingo, 5 de agosto de 2012
Velejando. Vou. No tempo insólito da finitude. Velas. Vidas. Vicejam. Vibrando. Na corda do violão. No meio das pernas bambas. Na taça de vinho. Vejo o imponderável. Viajo no espelho daquele olho. No caminho da caverna, descubro o atalho insuspeito do arco-íris.