quinta-feira, 20 de junho de 2013

O beijo da aranha
no suor da teia
na tela da noite
na bainha do sonho
à beira do abismo
escorre
Lateja nas patas
no corpo invisível
na veia derramada
à procura insana
do filamento perdido
Desfila sem sangue
na delicada acrobacia
na linha tênue
à procura do vão
de uma entranha
de um coração
na coragem ingênua
da busca
sem medo
da vida frágil
que a mão impiedosa
agarra sem pena
joga no lixo
toda uma vida
da aranha
atrevida de sonhos.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Afoga. O fogo. Afaga. O vento. Afunila. A dor. Afunda. A fenda. Agoniza. O amor. Ameniza. O pudor. Apura. O sabor. Alumia. A sombra. Aceita. O imponderável. Acaba. O poema.


  1. A poeira dorme do outro lado do mundo. A areia quente esconde a doçura da água. O momento se espreguiça no relógio. O sopro dá volta nas entranhas. A lágrima dança no queixo trêmulo. Do suor dos corpos vem a tempestade. As veias se derramam pelos mares do mundo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012


Eu vou. Volto. Acredito? Arrisco. Petisco. Saboreio? Piso. Despiso. Sinto? Vivo. Desvivo. Será?

sábado, 25 de agosto de 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sou chão. Sangue. Cabelo em pé. Ouvidos roucos. Voz estalada que nem ôvo. Sou pé na estrada. Mão na contra-mão. Moleca de rua. Do olhar atento. Da alma rasgada. Da saia plissada. Do sinal aberto. Do bambolê rodando. Sou mulher comum. Média. Com pão e manteiga.

domingo, 5 de agosto de 2012

Velejando. Vou. No tempo insólito da finitude. Velas. Vidas. Vicejam. Vibrando. Na corda do violão. No meio das pernas bambas. Na taça de vinho. Vejo o imponderável. Viajo no espelho daquele olho. No caminho da caverna, descubro o atalho insuspeito do arco-íris.